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CASH IN OU CASH OUT?




Investimentos podem variar quanto ao modelo do instrumento contratual utilizado para formalizar a avença e também no tocante ao destino do aporte financeiro – se o aporte se destinará ao cofre da empresa ou ao patrimônio pr


ivado dos sócios. Este artigo discute as duas possibilidades


CASH IN Uma opção, muito comum, é o investidor comprar participação societária em oferta primária de ações, ou seja, por meio da aquis


ição de novas quotas ou ações emitidas com o propósito de viabilizar o investimento, de modo que o dinheiro do investimento vá direto para a operação (por exemplo para reforço do capital de giro, realização de aquisições de insumos ou reestruturação da dívida etc). Este tipo de operação é conhecido como cash in. Tais investimentos estruturados no modelo cash in podem adotar variadas estruturas contratuais, entre as quais são mais comuns o mútuo conversível, a opção de compra e o contrato de participação para investimento-anjo.


CASH OUT Outra opção, bem menos comum, é a compra


de ações já existentes titularizadas por sócios. Eventualmente, pode haver algum sócio que queira se desfazer de suas ações em uma determinada rodada de investimento, transferindo-a para o novo sócio investidor. Este tipo de operação, de oferta secundária de ações, é conhecido como cash out, e se caracteriza pelo fato de que o investimento remunera o sócio retirante que aliena sua participação societária.


É muito raro que investidores de capital de risco aportem seu capital inteiramente como unicamente como cash out, ou seja, apenas comprando


ações de sócios mais antigos. Às vezes, podem surgir situações em que o investidor possa estar disposto a aceitar uma oferta secundária de ações associada a uma oferta primária, mas, mesmo assim, essas propostas podem passar uma imagem ruim para os pote




nciais investidores.


Naturalmente, tal imagem negativa está associada ao potencial descrédito do investidor ao perceber que seus primeiros sócios investidores (os fundadores, ou os sócios das rodadas de investimento anteriores) estão “abandonando o barco”, mostrando pouca ou insuficiente confiança no seu futuro.


Além disso, o investidor quer que seu investimento tenha o potencial de otimizar os resultados gerados pelos recursos que ele próprio está aportando – o que não acontece no investimento cash out. Afinal, contratar pessoas e investir em marketing, por exemplo, gera muito mais resultado do que remunerar o sócio retirante.


Marcus Seixas é sócio do Susart Seixas Inteligência Jurídica e especialista em Desenvolvimento de Startups.

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